Medicações que devem ser evitadas
Os pacientes portadores da DP, pela faixa etária apresenta, com
freqüência podem apresentar outras morbidades, como por exemplo : a
hipertensão arterial sistêmica, hipotireodismo, glaucoma,
insuficiência cardíaca congestiva, doença pulmonar obstrutiva crônica,
síndromes dispépticas, síndrome vestibular, prostatismo, osteoporose,
entre outras enfermidades.
Por vezes, a politerapia medicamentosa utilizada nesses pacientes pode
resultar em efeitos antidopaminégicos, que poderão levar a uma menor
eficácia do tratamento do paciente parkinsoniano.
Um cuidado especial merece ser observado nesse grupo de pacientes,
procurando-se eliminar medicações que possam interferir no tratamento
da DP.
Nesse particular, deve-se lembrar que medicações comumente utilizadas
para distúrbios, como a metoclopramida, medicações anti-hipertensivas,
como os bloqueadores de canal de cálcio e o captopril, medicações
antivertiginosas (bloqueadoras de canal de cálcio), podem provocar
quadros de parkinsonismo e piorar o quadro clínico dos pacientes com
doença de Parkinson.
A tabela 1 apresenta, de forma resumida, os principais fármacos que
devem ser evitados e pacientes com DP, por comprovada ação
antido-paminérgica, ou ainda por estarem relacionadas a casos de
parkinsonismo induzido por drogas:
Na prática clinica diária, observamos que dois grupos de medicamentos
estão mais comumente relacionados com o desenvolvimento de
parkinsonismo. São eles os neurolépticos (medicamentos antipsicóticas,
cujo exemplo mais tradicional é o haloperidol) e principalmente as
medicações bloqueadoras dos canais de cálcio, como a flunarizina e a
cinarizina. Esses medicamentes são utilizados, em nosso meio, de forma
abusiva, muitas vezes continuadamente, em particular no grupo de
pacientes idosos, no tratamento de distúrbios vestibulares
(labirintopatias).
TABELA 1 – Principais fármacos com possível ação antidopaminérgica
· Alfametildopa
· Amlodipina
· Amiodarona
· Captopril
· Clorpromazina
· Cinarizina
· Diltiazem
· Flunarizina
· Haloperidol
· Levomepromazina
· Lítio
· Meperidina
· Metoclopramida
· Periciazina
· Pimozide
· Sulpirida
· Verapamil
BIBLIOGRAFIA
TEIVE, HÉLIO A. G.. Doença de Parkinson. Um Guia Prático para
Pacientes e Familiares – LEMOS EDITORIAL – SÃO PAULO – 2000 – (PAG 55
e 56)"
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