sábado, novembro 07, 2009


SECURA OU HIPERSALIVACÃO NO PARKINSON

O uso de vários medicamentos e o próprio envelhecimento podem provocar secura na boca ou aumento da saliva.

Na doença de Parkinson, o paciente tem perda do controle dos movimentos da face e o enrijecimento ocasionando sialorréia (baba) pela dificuldade de engolir.

Algumas intervenções:

  • beber em média 8 copos de água por dia
  • tomar suco co baixo teor de açúcar e chás de ervas
  • Ingerir alimentos mais sólidos, no caso de secura na boca, esse tipo de alimento esimula a salivação pela mastigação
  • Alimentos sólidos: bolachas “Cream Cracker”, bifes etc
  • boca ressecada chupar balas (sem açúcar)
  • mastigar bilateralmente bem os alimenatois
  • boa higiene bucal diária
  • avaliar adaptação da prótese
  • alimentos que estimulam salivação: limão, tangerina e doces
  • quarta-feira, novembro 04, 2009

    ACEITAÇÂO

    Com a convivência com outros portadores tenho a oportunidade de conhecer a visão de cada um em relação a DP ( doença de Parkinson), notei diferenças profundas de percepção, o que é natural.

    Ciente de que o bem estar intimo resulta da lucidez do caminhar na melhor direção cumprindo o que nos compete, registrei meu pensamento a respeito apenas para reflexão dos colegas Parkinsonianos;

      • Não devo julgar ninguém, pois reconheço que cada um tem a dimensão particular das dificuldades que carrega com os sintomas da DP.
      • Nenhuma doença é confortável. A dor e sofrimento são mecanismos da evolução e que ninguém está em regime de exceção, nem mesmo os animais escapam de experiências dolorosas, porém tem o Homem a inteligência para buscar recursos internos e externos ( mentais, sociais, físicos ou químicos) que reduzam este sofrimento.
      • Basicamente temos quatros maneiras de reagir quanto a aceitação a DP:

    1- Não se conformar com o fato e manter pensamentos de revolta e injustiça, quanto a crueldade do destino. Por que acontece isto comigo?

    2- Conformar-se submetendo-se apenas as forças superiores com resignação a uma realidade “ não tem cura” “ é progressiva”. Nenhum esforço de transformação.

    3- Aceitação dinâmica, é fato, foi diagnosticado e a medicina não conhece a causa nem a cura ainda, porém existe um amplo espectro de tratamento farmacológico, fisioterapeutico para manter relativa normalidade da minha vida. Não se trata de conformar-se apenas com o que poderia ser pior, mas uma visão otimista de superação das adversidades.

    4– Aceitação dinâmica, fé no tratamento e na cura bem próxima, garimpagem das sementes de oportunidades existentes em qualquer situação.

    Pense bem, qual destas aproxima-se do que você acredita está vivenciando agora ? Algo pode ser melhorado? Qual apresenta mais benefícios para você?

    Mensagem enviada por,

    João Luiz Santos Pereira Pinto ( JLSPPINTO@hotmail.com)

    quinta-feira, agosto 20, 2009

    O Método ‘Lee Silverman Voice Treatment’ e seu auxílio na doença de Parkinson

    19 08 2009

    DraDaniela

    A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo do sistema nervoso central, crônico e progressivo, caracterizada por prejuízo da função dos gânglios da base e circuitaria fronto-estriatal.
    É frequente observarmos a fala mais “baixa e fraca”(intensidade vocal reduzida), com certa monotonia no discurso (prosódia comprome-tida), além de dificuldades em efetuar os movimentos faciais necessários à fala (distúrbios articulatórios e face em máscara) em pessoas que têm o disgnóstico de doença de Parkinson.
    O ato de engolir (distúrbios de deglutição) também pode ficar comprometido, manifestan-do-se através de lentificação para comer, engasgos, tosses, pigarros durante a alimenta-ção ou ingestão de líquidos, podendo haver comprometimento no estado nutricional, saúde geral (ocorrência de broncopneumonias aspirativas) e na qualidade de vida dessas pessoas. Cerca de 75% dos individuos com doença de Parkinson possuem distúrbios de fala que tornam a comunicação difícil e aproximadamente 50% deles apresentam alterações na deglutição.
    A Fonoaudiologia muito pode contribuir. Na prática clínica, a maior procura em relação a esta doença tem sido quanto aos distúrbios de fala e deglutição. Cabe citar que, recentemente, as pesquisas têm apontado comprometimento cognitivo na doença de Parkinson, inclusive distúrbios de atenção, memória e linguagem. A minha pesquisa de Mestrado desenvolvida na USP indicou possíveis distúrbios de compreensão de sentenças complexas em determinados estágios da doença de Parkinson, porém mais estudos são necessários para especificar melhor tais alterações.
    Um método de tratamento bem estabelecido e estudado no mundo todo por diversos estudos científicos chama-se “Lee Silverman Voice Treatment (LSVT)”. Consiste em um tratamento vocal elaborado especificamente para indivíduos parkinsonianos, embora atualmente também seja utilizado em outros casos (paralisia de prega vocal, presbifonia e outras doenças neurológicas). O objetivo principal é melhorar a qualidade de comunicação com um enfoque terapêutico exclusivo em aumento de intensidade vocal, apresentando resultados eficazes.
    É importante ressaltar que nem todos os fonoaudiólogos são certificados para aplicar tal método, sendo necessário ter realizado um curso de pós-graduação ministrado pelas fonoaudiólogas americanas desenvolvedoras do mesmo.
    Aproveite a vida com qualidade. Em caso de dúvidas, escreva para mim. Até a próxima!
    Serviço: Daniela Cunha Agonilha de Andrade. Mestre em Ciências da Reabilitação/USP; Aprimoramento em Neurogeriatria/Hospital das Clínicas/USP; Graduação/USP; Certificada no Método Lee Silverman Voice Treatment (LSVT). Atendimento em consultório (Morumbi e Itaim Bibi) e em domicílio (Morumbi e região). Contatos: daniela@fononeuro.net ou telefone 11-8272-2829.

    A doença de Parkinson é um distúrbio degenerativo do sistema nervoso central, crônico e progressivo, caracterizada por prejuízo da função dos gânglios da base e circuitaria fronto-estriatal.

    É frequente observarmos a fala mais “baixa e fraca”(intensidade vocal reduzida), com certa monotonia no discurso (prosódia comprome-tida), além de dificuldades em efetuar os movimentos faciais necessários à fala (distúrbios articulatórios e face em máscara) em pessoas que têm o disgnóstico de doença de Parkinson.

    O ato de engolir (distúrbios de deglutição) também pode ficar comprometido, manifestan-do-se através de lentificação para comer, engasgos, tosses, pigarros durante a alimenta-ção ou ingestão de líquidos, podendo haver comprometimento no estado nutricional, saúde geral (ocorrência de broncopneumonias aspirativas) e na qualidade de vida dessas pessoas. Cerca de 75% dos individuos com doença de Parkinson possuem distúrbios de fala que tornam a comunicação difícil e aproximadamente 50% deles apresentam alterações na deglutição.

    A Fonoaudiologia muito pode contribuir. Na prática clínica, a maior procura em relação a esta doença tem sido quanto aos distúrbios de fala e deglutição. Cabe citar que, recentemente, as pesquisas têm apontado comprometimento cognitivo na doença de Parkinson, inclusive distúrbios de atenção, memória e linguagem. A minha pesquisa de Mestrado desenvolvida na USP indicou possíveis distúrbios de compreensão de sentenças complexas em determinados estágios da doença de Parkinson, porém mais estudos são necessários para especificar melhor tais alterações.

    Um método de tratamento bem estabelecido e estudado no mundo todo por diversos estudos científicos chama-se “Lee Silverman Voice Treatment (LSVT)”. Consiste em um tratamento vocal elaborado especificamente para indivíduos parkinsonianos, embora atualmente também seja utilizado em outros casos (paralisia de prega vocal, presbifonia e outras doenças neurológicas). O objetivo principal é melhorar a qualidade de comunicação com um enfoque terapêutico exclusivo em aumento de intensidade vocal, apresentando resultados eficazes.

    É importante ressaltar que nem todos os fonoaudiólogos são certificados para aplicar tal método, sendo necessário ter realizado um curso de pós-graduação ministrado pelas fonoaudiólogas americanas desenvolvedoras do mesmo.

    Aproveite a vida com qualidade. Em caso de dúvidas, escreva para mim. Até a próxima!

    Serviço: Daniela Cunha Agonilha de Andrade. Mestre em Ciências da Reabilitação/USP; Aprimoramento em Neurogeriatria/Hospital das Clínicas/USP; Graduação/USP; Certificada no Método Lee Silverman Voice Treatment (LSVT). Atendimento em consultório (Morumbi e Itaim Bibi) e em domicílio (Morumbi e região). Contatos: daniela@fononeuro.net ou telefone 11-8272-2829.

    Matéria publicada na edição 50 do Jornal Planeta Morumbi.

    sexta-feira, julho 31, 2009

    Sancionada lei que dá prioridade em processos

    Nova regra vale para tramitação de processos administrativos e judiciais.
    Legislação ainda prevê prioridade a portador de doença grave e deficiência.

    Do G1, em Brasília


    De acordo com a norma, publicada na edição desta quinta-feira (30) do Diário Oficial da União, a prioridade é válida para “procedimentos administrativos no âmbito da administração pública federal e em procedimentos judiciais em geral”. A legislação prevê ainda que a mesma prioridade seja assegurada a pessoas portadoras de doenças graves ou deficiência física ou mental.

    De acordo com a Presidência da República, a nova regra altera duas legislações anteriores: o Código de Processo Civil e a Lei 9.784/99, que trata de processos administrativos federais. O Código foi modificado para que haja prioridade judicial a cidadãos com mais de 60 anos, pois, até então, a prioridade era prevista apenas para pessoas com mais de 65 anos.

    Já a lei de processos administrativos federais foi alterada para que a prioridade seja estendida aos deficientes e portadores de doenças graves, em casos relativos à administração pública. Segundo a nova lei, esta prioridade será concedida mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo.


    Para ter direito ao benefício, a pessoa deve comprovar a condição junto aos órgãos competentes. Uma vez deferido o pedido de prioridade, o processo passará a tramitar com uma identificação específica.

    Segundo a lei, terão prioridade as pessoas portadoras “de tuberculose ativa, esclerose múltipla, neoplasia maligna, hanseníase, paralisia irreversível e incapacitante, cardiopatia grave, doença de Parkinson, espondiloartrose anquilosante, nefropatia grave, hepatopatia grave, estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante), contaminação por radiação, síndrome de imunodeficiência adquirida, ou outra doença grave, com base em conclusão da medicina especializada, mesmo que a doença tenha sido contraída após o início do processo”.

    terça-feira, abril 21, 2009

    DUODOPA

    Veja no vídeo (clicando no link abaixo) como funciona a bomba para infusão contínua de levodopa diretamente no intestino do parkisoniano, já em utilização na Europa e nos Estados Unidos.

    http://www.youtube.com/watch?v=OG0EjGz-lLk